sábado, 29 de agosto de 2020

A queima dos livros

Há aproximadamente 5300 anos na Suméria surgiram os primeiros protótipos de livros da humanidade: as tábuas de argila e também os indícios da sua destruição voluntária. Algumas tábuas de argila foram encontradas fragmentadas provavelmente pela ação de elementos naturais, outras queimadas pelo conflito que havia entre as cidades-estado. Alguns exércitos na tentativa de aniquilamento da cultura local incendiavam estrategicamente algumas das estruturas arquitetónicas mais importantes da cidade, onde o conhecimento era preservado, o que provocou o desaparecimento de muitos desses registos.


Hoje, 29 de agosto de 2020, foi noticiado um confronto na cidade de Malmö, Suécia, entre membros do partido da extrema direita e a polícia, uma manifestação antimuçulmana, na qual esteve implicada a queima de um exemplar do Alcorão.  A queima do livro representa um ato de violação dos direitos culturais e um impedimento ofensivo à preservação da memória, história e identidade coletiva de um povo, tornando inacessível o seu conhecimento.

Referências bibliográficas:

Báez, F. (2004). A História Universal da destruição dos livros, das tábuas da Suméria à guerra do Iraque. Ediouro. A versão digital é da responsabilidade da equipa Le Livros.

Distúrbios na Suécia depois de militantes de extrema-direita queimarem um Corão. Disponível em: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/disturbios-na-suecia-depois-de-militantes-de-extrema-direita-queimarem-um-corao, acedido em: 29 de agosto de 2020.

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